A pergunta que mais ouvimos de clientes novos: "devo investir em Google ou no Meta?" A resposta chata é "depende". A resposta útil vem com dados.
Nos últimos dois anos, gerenciamos campanhas em ambas as plataformas para negócios de diferentes portes e segmentos. O que percebemos é que cada plataforma tem um papel claro, e misturar esses papéis é onde a maioria erra.
Google Ads: quando o cliente já sabe o que quer
Google funciona melhor quando existe demanda ativa. A pessoa abre o navegador, digita "consultoria de marketing para e-commerce" e encontra seu anúncio. Ela já tem intenção de compra.
Nos negócios B2B e em serviços com ticket médio acima de R$ 3 mil, o Google Search costuma ter o melhor custo por oportunidade qualificada. O lead chega mais quente, o ciclo de venda é mais curto.
O ponto fraco: se ninguém busca pelo que você faz, Google Search não vai funcionar. Você não cria demanda ali — captura demanda que já existe.
Meta Ads: quando você precisa criar demanda
Facebook e Instagram funcionam no modo interrupção. A pessoa está rolando o feed e seu anúncio aparece. Ela não estava procurando, mas você captou a atenção.
Para e-commerce, produtos visuais e negócios que precisam de volume, Meta costuma ser imbatível. O custo por mil impressões é baixo, o alcance é gigante e os formatos visuais (Reels, carrossel, Stories) vendem bem.
O ponto fraco: a qualidade do lead tende a ser menor. É gente que se interessou no impulso. Precisa de um funil bem estruturado para converter.
O que os dados dizem por segmento
Serviços B2B (ticket > R$ 5 mil)
Google Search domina. CPA mais alto, mas a taxa de fechamento compensa de longe. Meta entra como apoio para remarketing e construção de autoridade.
E-commerce (ticket R$ 100–500)
Meta lidera em volume de vendas e ROAS. Google Shopping complementa bem para quem busca o produto pelo nome. A combinação das duas é o cenário ideal.
Serviços locais (clínicas, escritórios, corretoras)
Google Maps + Search é o caminho principal. Meta funciona para branding local e promoções pontuais. Performance Max do Google tem performado bem aqui.
Infoprodutos e cursos
Meta ainda é rei. Público frio converte bem com conteúdo educativo no topo do funil, e o retargeting faz o trabalho pesado. Google entra para capturar buscas por nome do curso ou do produtor.
A resposta certa: não é "ou", é "e"
Na maioria dos casos que operamos, a melhor performance vem da combinação. Google captura quem já está procurando. Meta cria desejo em quem ainda não sabia que precisava. As duas juntas cobrem o funil inteiro.
O erro é dividir orçamento igualmente sem olhar os dados. Comece com uma, meça, depois adicione a outra. Deixe os números ditarem a alocação, não a preferência pessoal.
A plataforma certa é a que gera receita pro seu negócio. Teste, meça, ajuste. Repita.Voltar para o blog